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ANAC autoriza teste para entrega de produtos com drones

Operação poderá ser realizada em caráter experimental e terá duração de um ano

Publicado: 11/08/2020

ANAC autoriza teste para entrega de produtos com drones

Operação poderá ser realizada em caráter experimental e terá duração de um ano 


Na última semana, a ANAC emitiu à Speedbird o Certificado de Autorização de Voo Experimental (CAVE) para que a empresa inicie entrega de produtos utilizando aeronaves não tripuladas, popularmente conhecidas como drones. Esta é a primeira certificação do tipo emitida pela Agência e permite que o equipamento da empresa possa ser utilizado no serviço de delivery, por exemplo. Em caráter experimental, a autorização é válida até agosto de 2021 e permite testes além da linha de visada visual (beyond visual line of sight - BVLOS), quando o operador não precisa ter contato visual para operar o drone. O processo de CAVE foi conduzido pela AL Drones, especialista em projeto e certificação de drones.


Há pouco mais de três anos, quando foram publicadas as normas para as operações de aeronaves não tripuladas, os equipamentos vinham sendo utilizados nas mais diversas áreas, seja para uso profissional ou recreativo. Mas, com a emissão do CAVE, a exploração do equipamento para novas atividades está cada vez mais próxima.
Para realizar os voos experimentais, o operador da aeronave de modelo DLV-1, que ganhou a matrícula PP-ZSL, precisa seguir as regras previstas no Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial (RBAC-E) nº 94, da ANAC, e os normativos de tráfego aéreo, do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).
Para o superintendente de Aeronavegabilidade da ANAC, Roberto Honorato, a autorização concedida pela Agência traz uma importância muito significativa para o setor e para o desenvolvimento comercial de novas oportunidades de mercado. "Dentre as atividades que a sociedade espera para os drones explorarem, o delivery é uma das mais promissoras. Obter o CAVE é uma etapa importante no processo de desenvolvimento do negócio, principalmente por ser de uma empresa brasileira", destaca.
Etapas de desenvolvimento
O caminho da apresentação do modelo até a concessão do certificado durou pouco mais de um ano. O primeiro contato da empresa com a ANAC aconteceu em maio de 2019, com a apresentação do equipamento e do tipo de operação pretendida. Em setembro do mesmo ano, a Agência recebeu o pedido de emissão do certificado que autoriza as operações. Para que ele pudesse ser emitido, a Speedbird precisou demonstrar que a tecnologia atendia as normas vigentes, principalmente no que diz respeito aos critérios de segurança.
O primeiro teste prático com acompanhamento da ANAC foi realizado em janeiro deste ano, com a demonstração da atividade planejada e certas características de segurança da aeronave. A empresa precisou realizar alguns ajustes para demostrar que estava apta a receber o certificado. Um novo teste supervisionado por técnicos da ANAC foi conduzido no mês passado. Com o cumprimento de todos os requisitos mínimos exigidos, a Agência concedeu a autorização para voos experimentais ao operador.
Equipamento e operação
O drone desenvolvido e autorizado para operações de transporte de carga é o de modelo DLV-1. A aeronave pesa aproximadamente 9 kg e pode transportar produtos de até 2kg, com velocidade de 32km/h. Inicialmente, estão autorizadas operações somente durante o dia e a uma distância máxima de 2,5 km do ponto de decolagem. Essa autorização possibilita que o voo possa ser realizado além da linha de visada visual, ou seja, o piloto remoto do drone não precisará ter contato visual com a aeronave durante todo o percurso.
Webinar
Para falar sobre o futuro da regulamentação de drones no país e desta primeira autorização, técnicos da Agência participarão do webinar: Novas perspectivas para a regulação de drones. O evento será promovido pela MundoGeo, empresa promotora da Feira DroneShow, e ocorrerá na terça-feira (11/08) a partir das 14h. Os interessados podem se inscrever gratuitamente por meio do link www.droneshowla.com/anac11ago. Clique aqui para saber mais sobre assunto.

Informações desta materia :

Assessoria de Comunicação Social da ANAC
E-mail: jornalismo@anac.gov.br

DJi deve lançar drone Mavic Mini com câmera 4K por US$ 399

Espera-se que nova aeronave irá pesar 350g e ter envergadura de 270mm


DJI deverá em breve lançar o drone Mavic Mini, que chegaria com uma câmera de resolução 4K (3840 x 2160 pixels) e custaria na faixa de US$ 399 (R$ 1.573 em conversão direta). A aeronave não tripulada teria 350 gramas de peso e 270mm de envergadura - o que significa que ele estaria além do limite de 250 gramas da FAA, abaixo do qual não é necessário registrar o produto junto ao governo.


De acordo com o site Drone DJ, o Mavic Mini deverá usar uma versão melhorada da tecnologia de Wi-Fi da DJI, a mesma que pode ser encontrada no DJI Spark e no DJI Mavic Air, por exemplo. Seu preço de US$ 399 deverá colocá-lo de frente com o drone Mantis Q Yuneec, com a DJI tentando convencer os consumidores através de seu software mais maduro e dos recursos que costuma implementar em seus produtos 


Segundo as especulações, o Mavic Mini terá apenas sensores ópticos para evitar obstáculos, com um posicionado na parte frontal e outro na área inferior. A câmera principal seria composta de um sensor CMOS de 12MP, tamanho de 1/2.3 polegada e resolução 4K. Ela estaria montada sobre um gimbal de 3 eixos bastante similar ao do DJI Mavic Air. 

O Mavic Mini deverá ser dobrável e trazer um design bastante similar ao encontrado em produtos como o Mavic 2 Pro e o Mavic 2 Zoom. Já sua bateria seria parecida com a encontrada no DJI Phantom 4, que possui uma entrada extra para a bateria, onde também podem ser encontrados o conector USB e o local para inserir o cartão microSD.

Conforme explica o site Drone DJ, é estranho que as fotos vazadas do Mavic Mini apresentem um conector microUSB. Afinal, todos os drones mais recentes da DJI utilizam USB Tipo-C. Além disso, as pernas frontais do produto nas imagens são mais abertas do que aquelas do Mavic 2. Esses dois fatores sugerem que as fotos vazadas são de uma versão de testes para engenharia que foram enviadas para o escritório de patentes.

DJI instala detectores de aviões e helicópteros em seus novos drones de consumo. 


Receptores ADS-B em drones de consumo estabelecerão o novo padrão em se tratando da segurança de drones

A DJI está planejando um programa de melhorias em segurança para fabricantes de drones e instituições de regulação

A DJI, líder mundial em drones para uso civil e em tecnologia de imagens aéreas, hoje consolidou seu papel como líder em se tratando de segurança na indústria de drones em um evento em Washington (D.C.), comprometendo-se a instalar detectores de aviões e helicópteros em novos drones de consumo DJI, como parte de um plano com 10 etapas para garantir a segurança do espaço aéreo mundo a afora durante a era dos drones.

Todos os novos modelos de drones DJI lançados após 1º de janeiro de 2020 com peso superior a 250 gramas devem incluir a tecnologia AirSense, que recebe sinais ADS-B de aeronaves e helicópteros próximos e adverte pilotos de drones caso estejam em uma possível rota de colisão. Esta será a maior implementação de tecnologia ADS-B de detecção contra colisões já executada até o momento, estabelecendo um novo padrão ao tornar a tecnologia de segurança em aviação de nível profissional disponível a todos.

A AirSense é capaz de detectar aeronaves e helicópteros a quilômetros de distância, além do alcance visível a olho nu no qual pilotos de drones podem ouvir ou enxergá-los, exibindo suas localizações na tela do controle remoto nas mãos do piloto. Anteriormente, esta tecnologia estava disponível somente em alguns drones profissionais da DJI. Este vídeo explica como será implementada também em drones de consumo.

"A DJI lidera a indústria de drones ao desenvolver tecnologias de segurança e educacionais, e pretendemos manter esta tradição atualmente ao criar desafios maiores para nós mesmos, para nossos competidores e para as instituições de regulação", afirma Brendan Schulman, Vice-presidente de políticas e assuntos jurídicos da DJI. "A DJI foi a primeira empresa a oferecer delimitação geográfica, limites automáticos de altitude, tecnologia de Retorno à Base (RTH) e outros recursos de segurança à crescente comunidade global de pilotos de drones profissionais e de consumo. Acreditamos que nossos esforços tenham ajudado drones a alcançar seu invejável patamar de segurança, e esperamos que nosso novo programa irá aprimorar ainda mais a segurança aérea mesmo que haja mais drones nos céus."

O compromisso com a tecnologia DJI AirSense é o primeiro passo de 10 etapas em se tratando de "reforçar a segurança", seu novo plano de ação sobre como a DJI, demais fabricantes de drones e oficiais do governo ao redor do mundo podem manter o exímio grau de segurança de drones. Eis as 10 etapas:

  1. A DJI instalará receptores ADS-B em todos os seus novos drones possuindo mais de 250 gramas
  2. A DJI desenvolverá um novo alerta automático para pilotos de drones voando além do campo de visão
  3. A DJI estabelecerá um Grupo para Padrões de Segurança interno para atender às regulamentações e corresponder às expectativas dos consumidores
  4. Grupos da indústria de aviação devem criar padrões para denunciar acidentes com drones
  5. Todos os fabricantes de drones devem instalar delimitação geográfica e identificação remota
  6. Governos locais devem exigir identificação remota
  7. Governos devem exigir um teste de conhecimento de nível básico aos novos pilotos de drones
  8. Governos devem estabelecer claramente as principais áreas de restrição
  9. Autoridades locais devem ter jurisdição para atender a ameaças com drones que sejam complexas e graves
  10. Governos devem reforçar o cumprimento de leis contra operações não seguras com drones

A premissa de "Reforçar a segurança" baseia-se em uma avaliação completa de dados de segurança de drones disponíveis, que demonstrou que a maioria dos dados de incidentes com drones coletados por instituições de regulação são errôneos ou desnecessários, demonstrando que muitos meios de comunicação exibem acidentes com drones em pleno voo falsos ou que não tenham sido comprovados.

"Quando o público, a mídia e as instituições de regulação dão atenção a acidentes chocantes que nunca aconteceram, tiramos o foco de riscos que são menos sensacionalistas, mas mais relevantes", reitera Schulman. "Nunca houve uma colisão comprovada entre um drone e uma aeronave, mas drones já colidiram contra helicópteros voando baixo ao menos duas vezes. Isto nos levou a enxergar a AirSense como uma nova oportunidade de tornar drones mais seguros, e aceitamos o desafio de adicionar receptores ADS-B em modelos de drones de consumo que já estão em desenvolvimento."

As demais organizações da indústria de aviação concordam que a instalação da tecnologia AirSense em drones de consumo convencionais é um passo importante para proteger aeronaves, helicópteros e seus passageiros. O ambicioso prazo da DJI segue a regulamentação da FAA a ser implementada em breve, exigindo que todas as aeronaves e helicópteros sejam equipados com transmissores ADS-B em espaço aéreo controlado a partir de 1° de janeiro de 2020.

"Ampliar a disponibilidade da AirSense aos pilotos DJI é um grande passo adiante na integração segura de UAS, evitando colisões com aeronaves tripuladas", comenta Rune Duke, Diretor sênior do espaço aéreo e tráfego aéreo na Aircraft Owners and Pilots Association (Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves). "ADS-B In é usado diariamente por milhares de pilotos para aumentar sua percepção situacional e garantir a segurança de operações. Enquanto frotas da aviação geral são equipadas com ADS-B Out e outras tecnologias NextGen, melhorias como a AirSense permitirão que todos os pilotos maximizem seus investimentos. A indústria da aviação como um todo irá beneficiar-se através da incorporação desta tecnologia na ampla frota da DJI."

"A indústria de aplicação aérea possui mais de 3500 pilotos agrícolas que auxiliam fazendeiros no plantio em mais de 28% das terras cultiváveis comerciais nos Estados Unidos. Estes pilotos voam a 10 pés acima do solo, em velocidades acima de 100 milhas por hora. Desta forma, é imprescindível que estejam focados e sejam bastante precisos ao desempenhar seus papéis", diz Andrew Moore, Diretor executivo na Associação Nacional de Aviação Agrícola dos Estados Unidos (NAAA). "Estudos demonstraram que é quase impossível para nossos pilotos serem capazes de identificar drones pequenos, sendo ainda mais difícil rastreá-los. A tecnologia de drones ideal para pilotos agrícolas de aeronaves tripuladas possui um sistema de rastreamento ADS-B capaz de detectar e evitar aeronaves agrícolas e outras aeronaves tripuladas. A DJI deu o primeiro passo rumo a esta realidade ao comprometer-se em equipar todos os seus drones com rastreamento ADS-B, de forma que operadores de drones tomem consciência da existência de outras aeronaves equipadas com tecnologia de rastreamento ADS-B. A DJI merece reconhecimento por esta fantástica iniciativa de segurança. A política de segurança da DJI vai além da posição que esperávamos que a FAA e outros fabricantes de drones adotassem por muitos anos. Somos gratos pela dedicação e zelo por parte da DJI com o bem-estar dos usuários do espaço aéreo, e estamos empolgados para trabalhar juntos equipando tecnologia de detecção e esquiva em seus drones, complementando o sistema ADS-B."

"A AAAE está super satisfeita com a decisão da DJI de equipar aproximadamente todos os seus drones com recursos ADS-B", afirma Justin Barkowski, Vice-presidente (Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos dos Estados Unidos). "Conceder uma melhor percepção situacional do tráfego aéreo adjacente aos usuários irá melhorar a segurança no espaço aéreo nacional, particularmente ao redor de aeroportos nos quais estas medidas se fazem mais necessárias."

"A implementação de ADS-B será outra conquista principal no programa NextGen", conta Edward Bolen, Presidente e CEO da Associação Nacional de Aviação de Negócios dos Estados Unidos. "Com o uso difundido da tecnologia GPS para uma navegação precisa, a ADS-B permitirá uma vigilância precisa, aumentando a segurança e eficiência para todos os operadores no espaço aéreo".